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Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular - Minas Gerais

Erisipelas e Infedemas

As erisipelas e linfangites devem ser tratadas de forma intensiva para se evitar linfedema (elefantíase). Apesar de terem quadros clínicos semelhantes, as erisipelas e as linfangites são doenças diferentes, que podem ter em comum o mesmo agente agressor e a mesma forma de contágio.

A erisipela é um processo infeccioso do derma (camada da pele), causado pelo estreptococo (uma bactéria), e que agride os vasos linfáticos.

Às vezes, dependendo da maior virulência do estreptococo ou da menor resistência do paciente, pode complicar com a formação de bolhas e ulcerações (rachaduras da pele) com perda da linfa (líquido que circula nos vasos linfáticos).

A linfangite é o processo inflamatório dos vasos linfáticos, podendo ter origem bacteriana, viral, fúngica ou parasitária.

Habitualmente, a porta de entrada dessas bactérias é uma micose interdigital (frieira), mas também pode ser através de pequenos ferimentos na pele.

Os sintomas mais comuns das linfangites são a presença de estrias avermelhadas e quentes, longitudinais na perna, estendendo-se desde a lesão cutânea até a virilha, o que corresponde ao trajeto dos vasos linfáticos, e calor, dor local, adenomegalia inguinal (íngua), febre e edema (inchaço).

Tanto as erisipelas como as linfangites deverão ser tratadas de forma intensiva, pois, caso contrário, poderá se instalar o linfedema (elefantíase), que, muitas vezes, adquire proporções dramáticas, levando a danos irreversíveis.

Para informações mais detalhadas ou específicas procure um especialista.

Fonte: SBACV nacional